
A excitação feminina é
"Quando alguns dos participantes dos testes clínicos começaram a relatar que vinham tendo mais ereções que o normal. Nós inicialmente não demos muita atenção, achamos que se devia ao fato de os participantes serem homens jovens." A decisão de investigar melhor veio quando um trabalho publicado por pesquisadores americanos mostrou como um dos componentes do fármaco que eles vinham testando (chamado inibidor PDE5) agia sobre o tecido do corpo cavernoso do pênis, aumentando a circulação sanguínea na região. "Meu chefe pediu que organizasse um estudo para entender se aquilo era real ou um 'acidente'", lembra Boolell. Tempos depois, as pesquisas com o viagra mostrariam que esse aumento da circulação era de fato capaz de provocar ereções e de mantê-las por mais tempo. E a primeira abordagem da indústria farmacêutica ao voltar seus esforços para um possível viagra feminino se baseava exatamente nesse princípio: literalmente bombear mais sangue para a vagina e para o clitóris.
"O tecido que dá origem aos órgãos sexuais femininos e masculinos é o mesmo nas fases iniciais do desenvolvimento do feto", explica Boolell. "Esse tecido vai se diferenciando à medida que é exposto aos hormônios, mas as células-tronco que dão origem aos órgãos sexuais são essencialmente as mesmas [em meninos e meninas]. E a enzima fosfodiesterase tipo 5 [PDE5] também está presente no tecido genital feminino. Então nós pensamos: 'Bom, se funcionou com os homens, tem uma boa chance de que tenha impacto nas mulheres'." Os exames fisiológicos chegavam a mostrar um aumento da circulação sanguínea na vagina e no clitóris, mas tanto as participantes do grupo placebo quanto as que estavam tomando viagra não relatavam melhora na função sexual. Outras farmacêuticas realizando pesquisas semelhantes vinham se deparando com o mesmo problema - o que não chegava a ser surpresa para os especialistas em fisiologia sexual que já pesquisavam como a questão do fluxo sanguíneo se encaixava na equação da satisfação sexual. tão mais complicada..." Nesse sentido,
| Produto | Composição principal | Forma de venda | Evidência científica |
|---|---|---|---|
| FemiLib | Extrato de maca peruana | Ervanária e farmácia | Limitada |
| Ginsex | Óleo de prímula e vitamina E | Farmácia | Moderada |
| Damiana Plus | Folha de damiana e ginseng | Ervanária | Escassa |
| FemiVigor | Pólen apícola e geleia real | Loja de produtos naturais | Inexistente |
Diamond menciona uma área de
| Produto | Dosagem | Quantidade + Bónus | Preço | |
|---|---|---|---|---|
| Viagra Genérico | 50mg | 60 + 4 comprimidos | 83.93€ 79.93€ | |
| Viagra Genérico | 150mg | 270 + 10 comprimidos | 326.61€ 311.06€ | |
| Viagra Genérico | 100mg | 10 comprimidos | 28.91€ 27.53€ | |
| Viagra Professional | 100mg | 360 + 6 comprimidos | 527.09€ 501.99€ | |
| Viagra Original | 100mg | 120 + 8 comprimidos | 470.39€ 447.99€ | |
| Viagra Genérico | 150mg | 10 comprimidos | 36.73€ 34.98€ | |
| Viagra Genérico | 50mg | 10 comprimidos | 26.87€ 25.59€ | |
| Viagra Genérico | 150mg | 20 comprimidos | 55.02€ 52.40€ | |
| Viagra Oral Jelly | 100mg | 10 saquetas | 46.36€ 44.15€ | |
| Viagra Genérico | 200mg | 360 + 10 comprimidos | 481.98€ 459.03€ | |
| Viagra Original | 100mg | 76 + 4 comprimidos | 306.59€ 291.99€ |
pesquisa da sexualidade feminina chamada
Não seria mais barato comprar um diário do que tomar uma pílula? "Nós obviamente depreendemos de dados como esses que o desejo é uma experiência complexa. Não é como uma bolha que estoura, é uma experiência consciente. E se a única maneira pela qual você consegue medir é perguntando às pessoas, o dado é enviesado. É diferente de uma ereção, que é algo observável. de estudos de concordância,
"Nós avisamos que não iria funcionar", ela reitera. Então estudante de pós-graduação no prestigioso Kinsey Institute, Prause acompanhava seu mentor quando, no começo dos anos 2000, se envolveu em um dos projetos do viagra feminino. Na primeira reunião com o grupo que conduziria a pesquisa, uma surpresa: apenas homens - a maioria acima dos 50 anos, médicos e sem PhD, ou seja, sem treinamento aprofundado em pesquisa científica. "Tinha uma secretária também, que entrava na sala às vezes para servir bolinhos", ela brinca, emendando que acredita que os envolvidos "estavam lá com a melhor das intenções, que queriam ajudar as mulheres e realmente achavam que estavam diante de algo que poderia fazer isso". Ainda assim, a sensação é de que "não houve um debate razoável sobre o que é resposta sexual feminina - os gatilhos para o desejo e a excitação, a conexão (ou desconexão) entre o que acontece no cérebro e no restante do corpo - e sobre por que aquela abordagem provavelmente não iria funcionar".
"E isso não é algo único daquela empresa", completa a cientista. Boolell concorda que a indústria farmacêutica deveria "ter ouvido mais as mulheres". Em 2004, quando a Pfizer anunciou que estava suspendendo seu projeto, ele deu uma série de entrevistas para explicar os motivos. "Há uma desconexão em muitas mulheres entre as mudanças na genitália e as mudanças no cérebro [durante a resposta sexual]", disse na ocasião. "Essa desconexão não existe entre viagra masculino preco farmacia portugal os homens. que investiga a conexão e
Experimente CENFORCE-FM hoje e descubra um novo mundo de satisfação e intimidade. Sua vida amorosa nunca mais será a mesma! Descoberta por acaso pela Pfizer, a "pílula azul" se tornou uma máquina de fazer dinheiro. Só nos primeiros três meses, os americanos compraram o equivalente a US$ 400 milhões da droga para disfunção erétil. Não demorou para que a indústria farmacêutica voltasse os olhos para a outra metade do mercado - as mulheres - e visse aí uma oportunidade de dobrar seus lucros.
"Eu comecei a estudar fisiologia sexual bem na época em que o viagra apareceu. E a sensação era de que, naquele momento, muito dinheiro passou a fluir para a pesquisa em sexologia", relembra Nicole Prause, neurocientista e pesquisadora ligada à Universidade da Califórnia (UCLA). Nossa ciência [fisiologia sexual] ainda é de certa forma marginalizada, é vista como uma área arriscada. Há muitas companhias que não querem nem chegar perto desse assunto." Quase 25 anos e muitos milhões de dólares depois, a indústria farmacêutica nunca conseguiu emplacar uma versão da "pílula azul" para as mulheres. A história do viagra masculino é bastante conhecida. desconexão entre a resposta sexual
Esse era o caso da cientista Nicole Prause, na época envolvida em um dos projetos do viagra feminino nos EUA. O aumento do fluxo de sangue para os órgãos sexuais também faz parte da resposta sexual feminina. Quando uma mulher fica excitada, o corpo intensifica a circulação sanguínea nas paredes vaginais e no clitóris, que aumenta de tamanho, assim como os pequenos lábios - um processo chamado vasocongestão. O problema é que, muitas vezes, as mulheres não chegam nem a se dar conta de que isso acontece. "Nós estudamos isso por anos e, para as mulheres, não é tão fácil autoavaliar a vasocongestão", ressalta Prause.
"Então nós sabíamos que a chance de fazermos algo nesse sentido e de que as mulheres relatassem que de fato estavam sentindo alguma coisa era praticamente zero." A maioria dos problemas sexuais das mulheres não tem relação com um fluxo insuficiente de sangue para região genital, destaca Lori Brotto, professora do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, e diretora do Laboratório de Saúde Sexual da mesma instituição. Especialmente o mais comum deles: a perda ou a redução do desejo sexual. Nos homens, aliás, o viagra não funciona sem desejo - é preciso "ativação" do cérebro para que haja ereção. A questão central, nesse caso, é que o mecanismo de manifestação do desejo é bastante diferente entre homens e mulheres. Na visão de Prause, ainda que tudo isso estivesse claro desde cedo para muitos dos cientistas envolvidos nas pesquisas, o potencial de vendas de uma droga que pudesse chegar ao mercado com o mesmo marketing do viagra fez com que muitas farmacêuticas ignorassem os alertas. fisiológica e a resposta cerebral.
Nos testes clínicos, o aumento no número de episódios sexuais satisfatórios (uma medida relativamente subjetiva usada pelo órgão regulatório americano, o FDA, para avaliar essa categoria de medicamentos) observados em um mês entre as participantes ficou entre 0,5 a 1, quando comparado aos resultados do grupo submetido ao placebo. Ou seja, no intervalo de um mês, as mulheres que tomavam o medicamento relataram um episódio sexual satisfatório - ou menos - a mais do que aquelas que o não tomavam. Muita gente considerou que o custo-benefício não valia a pena. Ao contrário do viagra, o flibanserin tem de ser tomado diariamente, e pode causar tontura, fadiga e náusea. Também não pode ser consumido por mulheres que ingerem álcool - como o uso é diário, quem opta por tomá-lo tem de parar de beber.
A droga chegou a ser rejeitada duas vezes pelo Food and Drug Administration (FDA), o órgão regulatório americano, antes de ser aprovada. Uma das vozes críticas foi a da professora do departamento de Psicologia da Universidade de Utah Lisa Diamond, que pesquisa a sexualidade feminina. A cientista chegou a participar, a convite da farmacêutica que lançou o flibanserin, de um painel com especialistas que simulava o formato adotado pelo FDA - um procedimento que as empresas às vezes fazem para se preparar melhor para o processo "real". Com acesso aos dados da pesquisa, chamaram-lhe atenção os registros diários dos relatos dados pelas participantes aos pesquisadores e o fato de que as mulheres que estavam no grupo placebo também tinham experimentado aumento da libido. "A partir do momento em que as mulheres começaram a se perguntar sobre desejo, elas passaram a sentir desejo!